O ”Shattered Glass” é um filme americano, de 2003, dirigido por Billy Ray e baseado em fatos reais. É estrelado por Hayden Christensen que vive o recém-formado jornalista Stephen Glass. Muito ambicioso, desejava ganhar o prêmio Putlizer e ser famoso. Por causa dessa cobiça, Glass sempre buscava ter furos de reportagem. Mas ninguém sabia que era ele próprio o inventor dessas matérias maravilhosas.
Glass trabalhava na New Republic, revista de grande prestígio entre os americanos. Ele era um dos queridinhos do editor Michael Kelly (Hank Azaria). Simpático, engraçado e sempre com idéias brilhantes, cativava a todos. Assim, foi fácil arrumar vários amigos fiéis dentro da redação, como Caitlin (Chloë Sevigny) e Amy (Melanie Lynskey).
Após sucessivas boas reportagens, em 1998, Glass publicou uma excelente sobre hackers. Relatou como um garoto de 12 anos acabava de ser contratado por uma grande empresa para driblar outros hackers. O contrato havia sido realizado em uma reunião onde só Glass teve acesso, nenhum outro jornalista estava presente. Depois de ler a matéria, o editor da Forbes Digital Tool questionou um dos seus repórteres, Adam (Steve Zahn), porque ninguém havia cobrido o encontro. Adam começou então a procurar os nomes citados no texto para conseguir informações. Só que ele não achou nada, nem pessoas, nem as companhias mencionadas.
Com isso, ele contestou a legitimidade da reportagem e, por meio de seu editor, entrou em contato com Chuck Lane (Peter Sarsgaard), o novo editor da New Republic e que não era tão amigo de Glass. Adam pediu para ter acesso as fontes e Lane obrigou Glass a entregar todos os nomes dos envolvidos da sua história. Glass conseguiu forjar telefonemas e sites com a ajuda de seu irmão, mas nada durou muito tempo. Adam continuou desconfiado e investigando mais. Lane ainda estava na dúvida sobre a veracidade da matéria e passou a desconfiar de outras reportagens também.
Mas Glass se manteve negando. E ainda conseguiu colocar os colegas contra o editor, acusando-o de não acreditar em seu próprio repórter e de nunca defender sua redação e seus redatores. Apesar da loucura e da ambição de Glass, Lane mostrou a todos que estava certo. Ele conseguiu provar que entre as 41 histórias escritas por Glass, 27 foram fruto da imaginação e da criatividade dele. Inclusive a acusada por Adam, “Hack Heaven”.
Glass dizia que o “jornalismo é a arte de captar comportamentos”. Com este lema certamente foi fácil para ele enganar a todos por muito tempo. Depois de despedido, ele ficou afastado do jornalismo. Contudo, também em 2003, Stephen Glass lançou seu primeiro romance, que conta a saga de um jornalista mentiroso.