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	<title>Lírios e Letras</title>
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		<title>Lírios e Letras</title>
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		<title>Esquizofrenia: uma novela da vida real</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 23:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianaoreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[esquizofrenia]]></category>
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		<description><![CDATA[Profissionais, pacientes e familiares contam da dificuldade de enfrentar a doença e da semelhança com a história de “Caminho das Índias
A esquizofrenia, hoje, faz parte das tramas da novela do horário nobre da Rede Globo, de acordo com dados do Ministério da Saúde, atinge 3% da população mundial. No Brasil, 1% dos adultos apresenta a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marianaoreiro.wordpress.com&blog=5195474&post=242&subd=marianaoreiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Profissionais, pacientes e familiares contam da dificuldade de enfrentar a doença e da semelhança com a história de “Caminho das Índias</em></p>
<p>A esquizofrenia, hoje, faz parte das tramas da novela do horário nobre da Rede Globo, de acordo com dados do Ministério da Saúde, atinge 3% da população mundial. No Brasil, 1% dos adultos apresenta a psicose, algo em torno de 1,8 milhão de brasileiros, sendo os homens os mais suscetíveis. </p>
<p>A doença é definida pela especialista em saúde mental e terapeuta ocupacional Nazareth Malcher como um quadro clínico em que o doente perde a noção do real. “A pessoa se desconecta das questões de realidade através de produção positiva das funções da mente”, explica.</p>
<p> Para o psiquiatra Fernando Rafael, a esquizofrenia é uma doença que acomete o corpo e a mente da pessoa sem que ela possa se defender ou se precaver. “O cérebro é inundado por uma substância chamada dopamina, produzida em excesso por neurônios que têm dificuldade para se conectar. Ninguém deve ser responsabilizado, nem o paciente nem a família”, afirma o médico. O psiquiatra ressalta ainda que o tratamento eficiente reduz a necessidade de internações e é capaz de devolver à pessoa a capacidade de ter uma vida normal, podendo trabalhar, estudar, divertir-se e formar uma família. </p>
<p><span id="more-242"></span></p>
<p>Não é possível apontar somente uma causa para a doença, de acordo com Nazareth. Aspectos orgânicos e emocionais ajudam no desenvolvimento da esquizofrenia. “O indivíduo não é só a mente dele, é composto por questões genéticas, psíquicas e sociais. É uma construção de vida, um processo que vai gerando uma patologia”, disse a especialista. Alcoólatras, drogados e pessoas que vivem sozinhas são mais propensas a desenvolver a psicose. </p>
<p>Wagner Gattaz, médico psiquiatra e professor da Universidade de São Paulo (USP), diz que os sintomas podem não ser evidentes. Em entrevista com o médico Dráuzio Varella, Gattaz conta que as características da doença são muitas vezes confundidas com oscilações próprias da adolescência ou com outras doenças psiquiátricas como, por exemplo, a depressão.</p>
<p>Segundo Nazareth, os sintomas da esquizofrenia são classificados em positivos e negativos. Excesso de fala, delírios, falas sem lógica e alucinações são exemplos dos sintomas positivos. Já os negativos são marcados pela falta de apetite, de sono e de interação social. “É definido ‘positivo’ porque é produção das funções, os negativos são os que afastam mais ainda o paciente do mundo”, afirma a terapeuta.</p>
<p>Nazareth trabalha há sete anos no Hospital São Vicente de Paula (HSVP), em Taguatinga (Distrito Federal), que trata de pessoas com transtornos mentais. O centro psiquiátrico atende todo o DF, além de Minas Gerais, Goiás e parte do Nordeste, representando 14,6% dos pacientes. O HSVP possui três linhas de atendimento ao paciente: “O programa Vida em Casa, que acompanha o esquizofrênico em seu território; a parte ambulatorial, só para manutenção do quadro e a internação, emergência, para intervenção com a crise”. </p>
<p>José Alves Ribeiro, 44 anos, é usuário do hospital há pelo menos 10 anos. Sua esposa, Maria Salomé da Silva, o levou após ser encaminhada por um médico da triagem do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) que disse que só no HSVP José poderia ser cuidado. Zé, como é conhecido no hospital, conta que com sete anos de idade apresentou problemas de epilepsia, mas como morava no “interior bruto” do Ceará não fez tratamento e nem procurou médicos. “Só tinha um jegue lá e levava uma semana para chegar ao médico”, comenta.</p>
<p>Devido à falta de cuidados, Zé se tornou um paciente crônico. Com o passar dos anos a depressão foi surgindo e o quadro foi evoluindo até se agravar para crises esquizofrênicas. Maria conta que o marido passou dias sem levantar da cama, sem comer e sem tomar banho. Ela diz que não sabia o que deveria ser feito, até quando Zé teve a primeira crise e acabou indo para o HSVP. Dessa vez, foi medicado e internado, permanecendo amarrado no ambulatório do hospital. “Tive que assinar um termo de responsabilidade para tirar ele de lá, porque não conseguia ver ele amarrado”, declara a esposa.</p>
<p>Maria assume que não conseguia lidar direito com o marido doente e até hoje sabe da dificuldade em aceitar a doença, mas aprendeu a conviver. Ela conta das pessoas abandonadas no hospital, tristes, sem cuidados e que não deixaria Zé naquela situação devido à criação familiar que recebeu. </p>
<p>Assim como acontece na vida real, a novela de Glória Perez Caminho das Índias mostra a família como peça fundamental tanto no tratamento quanto no agravamento da esquizofrenia. No folhetim existem dois personagens que convivem com a patologia. Ademir, personagem de Sidney Santiago, é um jovem negro de família de classe baixa que faz tratamento em uma clínica psiquiátrica desde o início da trama. Já Tarso, vivido por Bruno Gagliasso, é de uma família de empresários e foi desenvolvendo a doença ao longo da história.    </p>
<p>A diferença entre os dois esquizofrênicos está no apoio da família. A mãe de Ademir, mesmo sendo de origem simples, aceitou a doença e buscou tratamento para o filho. No entanto, os pais de Tarso negam a condição do filho, pois se preocupam com o preconceito da alta sociedade em relação à psicose. A mãe de Tarso recusa levar o filho ao psiquiatra e prefere dar remédios para mantê-lo dormindo. Sem acompanhamento médico, Tarso tem sucessivas crises e toma atitudes inconscientes, como no capítulo do dia 18 de junho, em que tentou matar o ex-cunhado.   </p>
<p>De acordo com Nazareth a importância da novela para o público é a demonstração do processo que leva à doença. “Não é de uma hora para outra. É uma construção histórica de contexto familiar”, declara a especialista. Para Maria, o assunto é retratado corretamente. Pois seu marido ficava agressivo, indicando uma nova crise. “Ele ficava violento, quebrava tudo, não enxergava nada. Via bichos, ouvia vozes”, conta. </p>
<p>Zé e Maria concordam que a esquizofrenia não tem cura e sabem da importância dos medicamentos. “Sem a medicação o Zé tem crises na hora”, confessa Maria. “Não consigo mais viver sem os remédios. Eles controlam um problema, mas desregulam outros”, revela Zé, que sente tremores pelo corpo, falta de ar e cansaço devido à medicação. Com isso, além do tratamento psicológico e psiquiátrico, é necessário um acompanhamento nutricional e cardiológico.</p>
<p>“As seções (psicológicas) oferecem psicoterapia individual com foco em mecanismos de enfretamento das crises”, explica a psicóloga Karina Barone, graduada e doutora pela USP. Karina, que é professora do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), acredita no trabalho de terapia familiar para aprender a lidar com as dificuldades da esquizofrenia. Ela explica que existem várias linhas de atendimento com o paciente. “Tarefas e formas de se expressar, mas sempre com base nos diálogos”, conta Karina. </p>
<p>Atualmente, Zé frequenta o HSVP duas vezes por semana para participar das oficinas existentes. Ele e seus amigos pintam quadros, confeccionam tapetes de retalhos e bijuterias. Zé lidera uma luta na Câmara Legislativa para conseguir carteira de artesão. Só assim poderá vender seus trabalhos nas ruas e aumentar a renda mensal, já que sua família sobrevive somente com o dinheiro do auxílio-doença pago pelo Governo do Distrito Federal.</p>
<p><strong>Centros de Atendimento</strong></p>
<p>Criados para serem os principais serviços substitutivos aos manicômios, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) cobrem apenas 55% do país, com indicadores que variam de regular a crítico em dez unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal. A proposta é atender o paciente sem retirá-lo do convívio da família e da comunidade.</p>
<p>As equipes mínimas de cada Caps são estabelecidas por portarias. Englobam profissionais com formação em saúde mental, além de assistentes sociais, acompanhantes terapêuticos, entre outros. No papel, são locais que vão além do tratamento. Seriam uma espécie de segunda casa, onde o paciente faz as refeições, participa de terapias ocupacionais, trabalha em programas de geração de renda. Até o transporte para que ele se desloque de sua residência aos centros é previsto.</p>
<p>Quatro entre as seis unidades da Federação apontadas como as que têm o melhor atendimento de Caps são nordestinas. As três primeiras colocações estão em Paraíba, Sergipe e Alagoas, com mais de 80% de cobertura. Já a capital federal, segundo dados do Ministério da Saúde, é a penúltima unidade da Federação em cobertura de Caps, perdendo apenas para o Amazonas.</p>
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<div id="attachment_253" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-253" title="DSC05142" src="http://marianaoreiro.files.wordpress.com/2009/06/dsc051426.jpg?w=300&#038;h=225" alt="José Alves mostra a produção de um dos seus trabalhos na oficina do HSVP" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">José Alves mostra a produção de um dos seus trabalhos na oficina do HSVP</p></div>
</div>
<p>Reportagem escrita por Indira Efel, Lorena Brant e Mariana Oreiro.</p>
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		<title>Diminuição da violência contra a mulher depende de homens e mulheres</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 00:11:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianaoreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Avon 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Maria da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa Ibope]]></category>
		<category><![CDATA[Violência contra a mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Psicólogos e ONGS acreditam no trabalho com casais para “desnaturalizar” agressões
A Assembléia Geral das Nações Unidas, em dezembro de 1993, apontou fatores culturais, preconceituosos e temporais como as principais causas da violência contra a mulher. “Relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres é que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marianaoreiro.wordpress.com&blog=5195474&post=282&subd=marianaoreiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>Psicólogos e ONGS acreditam no trabalho com casais para “desnaturalizar” agressões</em></p>
<p>A Assembléia Geral das Nações Unidas, em dezembro de 1993, apontou fatores culturais, preconceituosos e temporais como as principais causas da violência contra a mulher. “Relações de poder historicamente desiguais entre homens e mulheres é que conduziram à dominação e à discriminação contra as mulheres pelos homens”, diz a Declaração sobre a Eliminação da Violência contra as Mulheres desta assembléia.</p>
<p>Sérgio Barbosa, da ONG Pró-Mulher, Família e Cidadania, que trabalha na redução dos casos de agressão à mulher, também afirma que a cultura da sociedade gera e estabelece como normal a violência. “Nas oficinas com homens, percebemos que a ‘identidade masculina’ vê a violência como algo quase natural, quase como sinônimo de masculinidade. O objetivo do nosso trabalho é ‘desnaturalizar’ essa violência que vai desde obrigar a companheira a servir a comida até ter relações sexuais forçadas”, conta.</p>
<p><span id="more-282"></span></p>
<p>Em pesquisa realizada pelo Ibope e pelo Instituto Avon em 2009, a questão cultural e o álcool são apontados pela população como principais motivadores de agressões contra a mulher. Para 36% dos entrevistados, “o homem brasileiro é muito violento/se considera ‘dono da mulher’” e 38% indica o alcoolismo como impulsionador das agressões.</p>
<p>O pensamento também é seguido pelo psicólogo Fernando Acosta, que acredita haver uma geração de homens educados de uma maneira que banaliza um ato violento. “A violência é tão corriqueira que muitos homens não a identificam. É uma geração que foi criada para não levar desaforo para casa”, disse ele em entrevista à revista <em>Isto É</em> no ano de 2004.</p>
<p>A Lei Maria da Penha, ou Lei Federal n° 11.340, foi sancionada em 2006 pelo presidente Lula e tem como função “coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher”. Segundo a pesquisa Ibope/Avon, 44% das pessoas entrevistadas acreditam que a medida já está tendo efeito e ajudará no combate à violência doméstica. Mas a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) revela que, apesar da redução de 47% no número de lesões corporais contra as mulheres, a média de agressões se manteve a mesma desde a aprovação há três anos.</p>
<p>A nova regra leva o nome da farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes que, após seis anos sofrendo agressões e tentativas de assassinato por parte do marido, ficou paraplégica. A Lei garante mais segurança e proteção às mulheres e impõem penas mais severas aos agressores. “É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária, bem como substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa”, diz o artigo 17 da Lei.</p>
<p>Contudo, Sandra Unbehaum, da ONG Ecos – Comunicação em Sexualidade, fala que a prisão não é a única solução e crê no trabalho com homens e mulheres para redução dos casos. “Para prevenir as DSTs, a gente tem um instrumento: a camisinha. Para prevenir a violência, a gente faz o que? Não dá para pôr todo mundo na cadeia. Então temos que encontrar novas saídas. Uma delas é mostrar a violência doméstica na mídia. Isso irá estimular que as pessoas pensem. Homens e mulheres precisam encontrar caminhos para a resolução de conflito”, diz a socióloga e coordenadora da ONG, que defende os direitos sexuais e reprodutivos de mulheres, jovens e adolescentes.</p>
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		<title>As linhas tortas que levam a felicidade</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 14:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianaoreiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mil coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um mundo onde as pessoas vivem cada dia em busca da felicidade, acreditando que programando tudo e só fazendo o que querem serão felizes, Maria Fernanda Fernandes é um exemplo que o caminho escolhido pode ser completamente diferente do traçado e ainda assim atingir o mesmo ponto final. 

Nascida em fevereiro de 1940 na [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marianaoreiro.wordpress.com&blog=5195474&post=278&subd=marianaoreiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Em um mundo onde as pessoas vivem cada dia em busca da felicidade, acreditando que programando tudo e só fazendo o que querem serão felizes, Maria Fernanda Fernandes é um exemplo que o caminho escolhido pode ser completamente diferente do traçado e ainda assim atingir o mesmo ponto final. </p>
<p><span id="more-278"></span></p>
<p>Nascida em fevereiro de 1940 na cidade de Amarante, Portugal, Fernanda não chegou a estudar nem até a 4ª série e aos dez anos saiu da vila em que vivia para ir morar em outra casa de família cuidando de crianças mais novas que ela. “Foi por escolha própria, convenci meus pais e fui”, conta ela. Fernanda gostava de ganhar seu dinheiro, mesmo que sendo pouco, mas não esconde como tudo foi difícil. “Chorava todas as noites de saudade”, revela ela. </p>
<p>Com 16 anos passou 17 dias sozinha e “vomitando o tempo todo” em um navio rumo ao Brasil para fazer companhia ao pai que viera antes em busca de melhor emprego. O dinheiro a princípio era enviado à família em Portugal para pagar o estudo do irmão no seminário, que ele mais tarde abandonou. Ela, então, começou aqui um curso de costura, fez seu primeiro vestido a mão e sozinha, mas largou tudo ao se casar. Seu marido, um imigrante espanhol 13 anos mais velho, sempre foi um homem muito machista. “Ele acreditava que mulher trabalhando na rua ia acabar arrumando outro homem”, conta Fernanda. </p>
<p>“Me anulei, tinha minhas vontades e as deixei na memória”, explica ela que sempre sonhou em ser enfermeira. Mesmo assim criou os dois filhos e uma filha de forma diferente. “Acredito que independência não é sair de casa, não é casar com homem rico, é ter seu emprego”. E a graduação e o sucesso dos filhos é um dos motivos de grande felicidade para ela. “Ter vistos eles se formarem, trabalhando foi muita alegria, emoção. Até hoje quando vejo minha neta na faculdade e já trabalhando fico muito contente”. </p>
<p>Fernanda sabe que podia ter agido diferente em alguns aspectos, mas diz que não se arrepende de nada. “Meu marido é, sempre foi um homem bom, nunca me fez mal, tinha esse problema de ser meio durão. Mas sempre foi um ótimo pai, tem um coração muito bom e generoso, até mole de mais as vezes”, brinca ela. Fernanda afirma com um sorriso estampado no rosto que é sim muito feliz hoje. “Criei e tenho uma família maravilhosa, porque não seria?”, finaliza ela. </p>
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		<title>Famílias estimulam o trabalho infantil</title>
		<link>http://marianaoreiro.wordpress.com/2009/04/30/familias-estimulam-o-trabalho-infantil/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 14:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianaoreiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[MDS]]></category>

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		<description><![CDATA[A cultura da sociedade brasileira leva crianças às ruas
E., de 15 anos, é aluno da 7ª série de uma escola pública no Distrito Federal. Ele trabalha há três anos vendendo caqui nas esquinas de Brasília. Os pais o deixam trabalhar se ele continuar estudando, porém a escola acaba prejudicada da mesma forma já que, conforme [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marianaoreiro.wordpress.com&blog=5195474&post=257&subd=marianaoreiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><em>A cultura da sociedade brasileira leva crianças às ruas</em></p>
<p>E., de 15 anos, é aluno da 7ª série de uma escola pública no Distrito Federal. Ele trabalha há três anos vendendo caqui nas esquinas de Brasília. Os pais o deixam trabalhar se ele continuar estudando, porém a escola acaba prejudicada da mesma forma já que, conforme E. disse, ele já repetiu dois anos na escola. Segundo o menino, muitas pessoas dizem que é melhor trabalhar do que ficar em casa sem fazer nada. Ele mesmo concorda com isso. Ganha em média R$ 30 por dia e gasta a renda em roupas e calçados. “Dou o dinheiro pro meu pai (que também vende caqui), mas uso também pra comprar roupa e tênis”, explicou o garoto, que sonha em ser policial.</p>
<p>A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD) de 2007 mostrou que 4,8 milhões de crianças trabalham no Brasil, o que representa 10,8% da população entre 5 e 17 anos. No caso de Brasília, Coracy Coelho, presidente da Associação Viver, que trabalha com crianças da Estrutural, conta que entre 2004 e 2006 a PNAD apontou crescimento do trabalho infantil na capital federal. “São mais ou menos sete mil crianças trabalhando. É uma capital pequena, mas com quantidade expressiva”, disse ele. A associação trabalha com o Programa de Erradicação de Trabalho Infantil (PETI), do Governo Federal, que oferece bolsa de R$ 40 para ajudar famílias nas grandes cidades. Mas Coracy fala que a função da Viver é conscientizar as crianças e a família sobre o mal do trabalho infantil. “Fazemos um processo de conscientização com trabalhos, conversas, vídeos que exploram esse pensamento de que o trabalho infantil não é correto”, contou ele.</p>
<p><span id="more-257"></span></p>
<p>Juliana Petroceli, assessora técnica do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), fala no atendimento com a família de crianças e jovens para “desmistificar essa necessidade de trabalho”. Para ela, a ideia de que crianças necessitam trabalhar só existe entre os mais pobres. “Nas famílias ricas as crianças passam a infância em cursos de inglês, balé, futebol”, comentou a assessora. Juliana acredita também que muitas pessoas dão dinheiro ou compram mercadorias que as crianças vendem achando que estão ajudando. Mas, segundo ela, a ação acaba incentivando mais os jovens a continuar na rua pedindo trocados e não ir à escola. “Eles pensam que é certo, normal porque a criança é pobre e precisa, mas não é”, exclamou Juliana.</p>
<p>Sandra Pires, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) da 614/615 sul, que, entre outros serviços trata da violação de direitos, também defende o trabalho familiar porque acredita que o trabalho infantil “reflete uma conjuntura de problemas sociais na família”. Porém, ela admite a dificuldade em lidar com as famílias já que além da influência cultural da sociedade, há a visão de cada parente sobre o assunto. E ela garante que “o trabalho infantil é um sintoma” e a partir disso se pesquisa o porquê a criança precisa ir para a rua trabalhar. “O ‘porquê’ é a grande chave que tem que ser achada para se ajudar de verdade a criança e a família”, acredita Sandra.</p>
<p><code><strong>AJUDE A COMBATER O TRABALHO INFANTIL</strong></p>
<p>O trabalho infantil é proibido por lei. A Constituição Federal de 1988 só admite o trabalho, em geral, a partir dos 16 anos, se este não for noturno, perigoso ou insalubre para o praticante, que só é permitido a partir das 18 anos. Na condição de aprendiz, a lei brasileira libera o jovem a partir dos 14 anos para tal função.</p>
<p>A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) define como trabalho infantil qualquer forma de trabalho em quaisquer atividades econômicas abaixo dos 12 anos; qualquer trabalho entre os 12 e 14 anos que não seja considerado leve e todo trabalho abaixo dos 18 anos enquadrado como “piores formas de trabalho infantil”.</p>
<p>A OIT (Organização Internacional do Trabalho) classifica como “piores formas de trabalho infantil” os seguintes casos: trabalho escravo ou semi-escravo; trabalho que envolva venda e tráfico de menores; escravidão por dívida; uso de crianças e adolescentes em conflitos armados; prostituição e pornografia de menores; uso de menores em atividades ilícitas, como tráfico de drogras; ou qualquer trabalho que possa prejudicar a saúde, a segurança ou a moralidade do menor. A OIT ainda tem como fixa, desde a Convenção de 1973, a idade mínima de 15 anos para o trabalho.</p>
<p><strong>Como participar dos programas de erradicação de trabalho infantil no DF</strong><br />
Para aderir a algum projeto de ajuda e apoio do governo o jovem precisa entrar em contato com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de sua região administrativa. Após uma pesquisa social feita e com o conhecimento da história da pessoa, o CRAS distribui pela rede de projetos a história do indivíduo, que será encaminhado para um projeto, onde possa ser melhor ajudado.</p>
<p><strong>Como denunciar o trabalho infantil</strong><br />
Se alguém souber ou suspeitar de crianças e adolescentes vítimas do trabalho infantil pode fazer denúncia anônima através da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedest) discando 156, opção 1. Ou pelo telefone <strong>0800 647 1407</strong>.<br />
Outras formas de denúncia são por meio dos Conselhos Tutelares e do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF.</code></p>
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		<title>&#8220;It&#8217;s a long way to the top if you wanna rock&#8217;n&#039;roll&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 23:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marianaoreiro</dc:creator>
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O vídeo acima mostra uma parte do filme “School of Rock”, estrelado por Jack Black e dirigido por Richard Linklater, que pode ser considerado uma grande exposição em prol do rock’n’roll. Com muito humor e muitos solos de guitarra, o filme mostra a importância cultural do rock e também a falta de verdadeiros ídolos musicais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=marianaoreiro.wordpress.com&blog=5195474&post=218&subd=marianaoreiro&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://marianaoreiro.wordpress.com/2008/12/07/its-a-long-way-to-the-top-if-you-wanna-rocknroll/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LuyamQJKZSo/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>O vídeo acima mostra uma parte do filme “School of Rock”, estrelado por Jack Black e dirigido por Richard Linklater, que pode ser considerado uma grande exposição em prol do rock’n’roll. Com muito humor e muitos solos de guitarra, o filme mostra a importância cultural do rock e também a falta de verdadeiros ídolos musicais para a juventude.</p>
<p><span id="more-218"></span></p>
<p>No filme, Dewey Finn, personagem de Black, está precisando de dinheiro e então finge ser  professor e vai dar aulas em uma escola conservadora. Ele mal sabe soletrar o sobrenome que está usando e passa a ser chamado de “Mr S.” pelos alunos, que ficam o tempo todo cobrando que ele dê aula invés de “enrolar” na sala. Até que um dia ele assiste uma aula de música das crianças e vê que eles são verdadeiros talentos musicais. </p>
<p>Ele foi expulso de sua banda que participaria de um concurso de bandas, então resolve ensinar aos alunos como tocar e inscreve a nova banda na competição. Finn distribui todos os alunos em cargos, incluindo baterista, guitarrista, tietes, empresária, segurança e até estilista da banda. Depois de causar muita confusão, dos muitos risos com seu jeito doido e de algumas mentiras, Finn garante o sucesso da banda que conquista a todos e é venerada no final do concurso.</p>
<p>Mas a alma do filme está nas cenas de Finn ensinando as crianças. Elas não conhecem nenhum grande nome da música, só os astros passageiros da atualidade. Ele dá aulas sobre a história do rock e mostra shows de seus grandes ídolos, como Led Zeppelin, Jimi Hendrix, The Doors, Ramones e Kurt Cobain. Diz que o rock não é só importante para se ter dinheiro, garotas e drogas. Afirma que o rock é uma forma de protesto e que “um grande show de rock pode mudar o mundo”. </p>
<p>Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora é maravilhosa e empolgante. Sou fã dele e suspeita para dizer o contrário, mas Jack Black costuma aparecer nos créditos de alguns filmes ou como compositor ou como selecionador das músicas da trilha sonora. Além de tudo ele está ótimo no papel e até ganhou o prêmio MTV Movie Awards na categoria Melhor Comediante em 2004 – o filme é de 2003. </p>
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